segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Minas disponibiliza 16 agentes penitenciários para atuar na crise de segurança no Ceará

Cinthya Oliveira
cioliveira@hojeemdia.com.br
Desde semana passada, a Força Nacional colabora na segurança do Ceará
O Governo de Minas Gerais vai enviar, nesta semana, agentes de segurança penitenciários para atuar no Ceará, Estado que vive uma onda de violência provocada por facções criminosas atuantes em presídios. A colaboração acontece após pedido do Ministério da Justiça, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), 16 profissionais de Minas (14 homens e 2 mulheres) vão compor a Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária – cinco vão direto para o Ceará, enquanto 11 ficarão em regime de sobreaviso em Brasília.
Segundo a Seap, os profissionais foram selecionados a partir de vários critérios técnicos, entre eles possuir curso de capacitação do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e comprovada experiência em unidades prisionais.
O grupo é formado por agentes de segurança prisional lotados nos municípios de Unaí, Patos de Minas, Uberlândia, Francisco Sá, Muriaé, Teófilo Otoni, São Lourenço e Nova Era. Também há agentes do Comando de Operações Especiais (Cope) e superintendência de Segurança, em Belo Horizonte.
Os nomes dos 16 servidores não serão divulgados por questão de segurança. Os agentes permanecerão mobilizados por pelo menos 90 dias e, em caso de prorrogação, o Depen fará um novo pedido. As diárias e o transporte aéreo ficarão por conta do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ataques
Desde o início do ano, bandidos têm atacado equipamentos públicos e ônibus em todo o Ceará. Mais de 330 suspeitos, incluindo adolescentes, foram detidos pelos crimes que estão ocorrendo no Estado desde o começo do ano.
A onda de vandalismo é liderada por facções criminosas insatisfeitas com medidas de endurecimento do sistema penitenciário local. O aumento do rigor nas prisões é defendido pelo governador Camilo Santana (PT), que ordenou até a retirada de tomadas elétricas nas celas, para evitar o uso de celulares.
Com a gravidade da crise, o Estado recorreu ao ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, que enviou mais de 400 agentes da Força Nacional. A crise na segurança pública afetou o turismo em Fortaleza e outras cidades do litoral cearense.
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